Fazer um orçamento pessoal é simplesmente colocar no papel quanto entra, quanto sai e para onde vai cada real. Parece óbvio, mas é justamente o que a maioria das pessoas nunca faz, e é por isso que o dinheiro some sem explicação no fim do mês. A boa notícia: você consegue montar o seu do zero em uma tarde, mesmo sem entender de finanças. Veja o passo a passo completo, com exemplos em reais.
Um orçamento não serve para você gastar menos por obrigação. Ele serve para você decidir com consciência onde quer gastar. Quando você enxerga os números, fica fácil perceber que aquele delivery duas vezes por semana ou as cinco assinaturas esquecidas estão comendo uma fatia maior do que você imaginava. O orçamento dá o controle de volta para a sua mão.
Tudo começa pela renda líquida, o valor que realmente cai na conta depois dos descontos (INSS, imposto, vale). Some todas as fontes:
Vamos usar um exemplo ao longo do guia: imagine uma renda líquida total de R$ 4.000 por mês. Esse é o número que você tem para distribuir, nem um centavo a mais.
Agora a parte que dá trabalho, mas vale ouro: anotar tudo o que sai. Separe em dois grupos.
São os que se repetem com valor parecido todo mês:
São os que mudam conforme o mês e as escolhas:
Para descobrir os valores reais, abra o extrato e a fatura do cartão dos últimos três meses e calcule a média. É o jeito mais honesto de saber para onde o seu dinheiro vai de verdade.
Com a lista em mãos, agrupe os gastos em categorias claras. Isso transforma uma pilha de lançamentos em informação útil. Um bom conjunto inicial:
Categorizar deixa o ponto cego óbvio: quando você soma streaming de vídeo, música, nuvem, academia e aquele app premium em uma única categoria, o total costuma assustar. As assinaturas são o vazamento mais comum de qualquer orçamento, porque são cobradas de forma silenciosa e quase ninguém soma quanto custam juntas no mês.
Agora você compara o que entra com o que sai. No nosso exemplo:
Esses R$ 300 não devem "sumir": defina um destino para eles, como uma reserva de emergência ou um investimento. Em seguida, estabeleça um limite mensal para cada categoria variável, por exemplo, no máximo R$ 350 em lazer e R$ 240 em assinaturas. Se você ainda não sabe por onde cortar, um bom atalho é a regra 50/30/20, que sugere 50% para necessidades, 30% para desejos e 20% para o futuro.
O Prism soma todas as suas assinaturas, mostra o gasto mensal e avisa antes de cada cobrança. Grátis e privado.
Baixar Prism grátisUm orçamento não é um documento que você faz uma vez e esquece, é um hábito. No fim de cada mês, compare o planejado com o realizado:
Esse acompanhamento mensal é o que separa quem só "tentou se organizar" de quem realmente toma o controle. Com dois ou três meses de revisão, o orçamento praticamente roda sozinho, e você passa a saber, a qualquer momento, exatamente para onde vai o seu dinheiro.
Comece somando a sua renda líquida (o valor que realmente cai na conta depois dos descontos). Esse número é a base de todo o orçamento, porque define quanto você tem para distribuir entre gastos, metas e poupança.
Gasto fixo é aquele que se repete com valor parecido todo mês, como aluguel, plano de saúde e assinaturas. Gasto variável muda conforme o uso ou a escolha do mês, como mercado, transporte, lazer e restaurantes.
O ideal é revisar pelo menos uma vez por mês, comparando o planejado com o que realmente foi gasto. Assinaturas e gastos variáveis sobem no automático, então a revisão mensal evita que o orçamento saia do controle sem você perceber.
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